Síndicos e condôminos estão fugindo das brigas de Whatsapp e encontrando soluções para uma convivência amigável com ajuda de empresas e plataformas digitais, como o ByDoor, que nasce integrado aos modernos conceitos de cidades inteligentes

Ser síndico de um condomínio no Brasil deixou de ser uma mera tarefa de segundo plano — normalmente deixada para idosos, donas de casa ou pessoas que passavam mais tempo dentro da residência — e passou a ser um trabalho profissional. Com o crescimento imobiliário, regiões de atração como o Sudeste passaram a concentrar mais da metade dos condomínios do Brasil — são cerca de 214 mil distribuídos nos quatro estados, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos Profissionais, em 2017. E, com o aumento dos edifícios e da quantidade de moradores, aumentam-se as demandas da gestão.
 
A advogada civil e síndica Rosi Stuart adotou uma postura especial para lidar com as questões no condomínio onde vive. “O síndico precisa de uma preparação diferenciada do modelo anterior. Não se pode administrar mais o condomínio de forma amadora. É preciso ter conhecimento das prerrogativas legais que regem as relações entre os moradores e o imóvel”, conta. Ela recorreu ao novo bê-a-bá dos condomínios: uma governança condominial transparente e comunicativa, uma postura de compliance entre os condôminos e uma plataforma digital de gestão integrada para todas as atividades. E o que isso significa?
 
Novas demandas, novas soluções
 
Com o crescimento dos condomínios brasileiros, não é mais possível resolver tudo na “oralidade”. Questões pessoais podem se tornar problemas jurídicos, gerar custos para os moradores e tornar a convivência impossível. Por isso, desde 2002, está previsto no Novo Código Civil brasileiro a criação das Convenções de Condomínio — o que podemos chamar de regimento interno dessas instituições. 
 
A governança condominial surge daí. “A governança é o conjunto de processos, políticas, leis, regulamentos e instituições que regulam a maneira como uma empresa é dirigida, administrada ou controlada”, explica o consultor de gestão condominial Maurício Zanon. “Sob a ótica do condomínio, a governança é pautada pela Convenção do Condomínio e pelas determinações decididas em assembleia e registradas em ata, e é garantida pelo Conselho Fiscal, que fica responsável por auditar as ações realizadas pela administração”.
 
O não conhecimento desses regimentos internos pode tornar a gestão do condomínio catastrófica, como alerta a síndica Rosi. “A falta de conhecimento deste universo de governança pode criar armadilhas que custam muito caro a quem se propõe realizar essa tarefa. Por isso, o síndico precisa amparar suas ações tanto pela legislação quanto pela convenção e regimento interno”, destaca.
 
E para, além do conhecimento, é preciso exigir dos condôminos uma postura de compliance. “A palavra tem origem no verbo em inglês ‘to comply’”, explica Zanon. “Significa agir de acordo com uma regra, uma instrução interna, comando ou pedido. Ou seja, estar ‘em compliance’ é estar em conformidade com as leis e regulamentos internos ou externos”, completa. Essa regulação não é de fácil esforço e, muitas vezes, exige uma boa comunicação das normas do condomínio, o fortalecimento do Conselho Fiscal nas suas auditorias, a transparência aos moradores e o profissionalismo dos gestores. E, para tornar isso possível, os síndicos têm encontrado solução nas plataformas digitais de gestão.
 
A tecnologia para a boa convivência
 
Segundo Zanon, o condomínio do futuro precisa estar integrado às ferramentas digitais. Ele aponta para três importantes demandas que podem ser atendidas pela tecnologia: segurança, com os interfones virtuais, portaria eletrônica, controle remoto por câmeras, biometria, alarmes inteligentes; inovação, com a gestão de documentos na nuvem e um sistema integrado para atividades do financeiro, manutenção e operação; e sustentabilidade, com os desafios da autossuficiência em energia, racionalização de água, gás e luz, coleta seletiva, entre outros.
 
“As ferramentas digitais se tornaram indispensáveis”, comenta Rosi, que usa uma plataforma de gestão integrada em seu condomínio. “Sem uma plataforma que possa auxiliar os múltiplos agendamentos do condomínio em tempo real e que possibilite que tudo funcione conforme as regras dos regimentos internos, é praticamente impossível gerenciar”. Ela usa o ByDoor, um aplicativo que tem chamado a atenção dos gestores de condomínios brasileiros por oferecer ferramentas de segurança e acompanhamento financeiro em tempo real, e, principalmente, por tornar prática e rápida a solução para os novos problemas do condomínio.
 
“A comunicação imediata entre moradores, gestores e funcionários é altamente necessária”, explica Rosi. Um dos benefícios do ByDoor é a possibilidade de resolução rápida dos problemas interpessoais no condomínio. “A tendência de hoje é que tudo seja levado para as mídias sociais. O Whatsapp é utilizado por vários grupos que circulam nos condomínios e regiões, e as coisas tomam proporções indesejadas”, considera.
 
Plataforma alinhada a Cidades Inteligentes
 
A tendência em gestão de condomínios é oferecer uma solução imediata em aplicativos que tornam a comunicação mais amigável. O ByDoor, por exemplo, possibilita que moradores enviem reclamações ou sejam notificados sobre ocorrências, indo além das funcionalidades de votação eletrônica, controle das unidades, cadastro de pessoas e convidados e controle de inadimplência. Conforme a síndica, com uma ferramenta em mãos, menos moradores e síndicos recorrem a intrigas e brigas virtuais em chats — ou, mesmo, nos corredores do condomínio. Tudo em nome da boa convivência.
 
“As plataformas de gestão integrada possibilitam não só uma boa governança condominial e postura de compliance de todos envolvidos, mas ajudam na boa convivência entre síndicos e moradores, e no valor que o próprio espaço adquire. Uma gestão profissionalizada garante a qualidade dos serviços prestados na melhor relação de custo-benefício possível”, destaca Leonardo Mascarenhas, um dos sócios da empresa Lalubema, criadora da plataforma ByDoor
 
“Tudo isso facilita as transições de síndico e permite um planejamento de médio prazo. Ao facilitar o compartilhamento de informações importantes, contribuímos para melhorar a qualidade de vida no condomínio”, acrescenta. A plataforma ByDoor foi lançada considerando a dinâmica do conceito de Cidades Inteligentes, que reúnem uma visão moderna de espaços urbanos altamente tecnológicos, orientados por projetos baseados, por exemplo, em IoT (internet das coisas) e big data. Conheça mais sobre a ByDoor e as soluções encontradas por síndicos de todo o Brasil.
 

(Foto: Unsplash/Reprodução)